Huntington’s disease research news.

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Duas Cabeças Pensam Melhor do que Uma: Terapia Física e Musicoterapia Combinadas para a Doença de Huntington em Fase Avançada

Um novo estudo sobre a combinação de musicoterapia e fisioterapia mostra que pistas rítmicas simples funcionam melhor do que música complexa ou instruções, ajudando a melhorar o controlo do movimento e a reduzir a coreia.

Editado por Dr Rachel Harding
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Uma nova colaboração entre investigadores da Indiana University Southeast e da Bellarmine University, no Kentucky, ambas nos EUA, teve como objetivo investigar o que acontece quando um fisioterapeuta e um musicoterapeuta trabalham em conjunto, diretamente, com pessoas na fase avançada da doença de Huntington, descrevendo como estes dois profissionais podem unir esforços para ajudar as pessoas com doença de Huntington (DH) a moverem-se melhor.

O estudo, publicado recentemente no Journal of Interprofessional Education & Practice, recrutou 10 pessoas com DH na fase avançada da doença, residentes numa unidade de cuidados continuados especializada no cuidado de pessoas com DH. Estes participantes eram capazes de fazer alguns movimentos, como levantar-se ou caminhar, mas precisavam de ajuda para tudo o resto.

Fisioterapeutas e Musicoterapeutas

Os fisioterapeutas – profissionais de saúde que ajudam as pessoas a melhorar os seus movimentos e a gerir a dor – trabalham com pessoas em todas as fases da DH para ajudar a manter a mobilidade e a funcionalidade. De facto, o exercício e a terapia têm mostrado resultados positivos na melhoria da velocidade de marcha e do equilíbrio em pessoas com DH. No entanto, até agora, tem sido feita pouca investigação sobre as melhores formas de ajudar pessoas com DH, em particular nas fases avançadas da doença.

O apoio direto de um fisioterapeuta, combinado com pistas rítmicas, pode tornar mais fácil e mais seguro levantar-se e caminhar para pessoas com DH.

Ao mesmo tempo, sabe-se que a musicoterapia ajuda as pessoas na comunicação e no funcionamento físico. Os musicoterapeutas usam o ritmo e a melodia para ajudar as pessoas com DH a atingir objetivos terapêuticos, havendo alguma evidência de que podem ajudar a melhorar a marcha e o pensamento em fases mais precoces da DH.

O Que Foi Investigado?

Para perceber como a combinação de terapias poderia funcionar, os investigadores desenvolveram um processo dividido em duas partes principais. Primeiro, houve um “Dia de Avaliação do Movimento”, em que um fisioterapeuta avaliou a capacidade de cada pessoa se mover sem música, observando aspetos como a forma como se levantavam, caminhavam e mantinham o equilíbrio. Cinco dias depois, realizaram um “Dia de Intervenção de Música e Movimento”, em que um fisioterapeuta e um musicoterapeuta trabalharam em conjunto com os participantes.

Durante a intervenção, a equipa comparou três condições diferentes para ver o que funcionava melhor. A primeira condição foi fisioterapia padrão sem música. A segunda condição envolveu fisioterapia acompanhada por uma pista rítmica simples tocada num tambor, que fornecia uma batida constante, tipo pulsação, ajustada à velocidade do participante. A terceira condição usou uma pista rítmica melódica tocada numa guitarra, que fornecia um som mais complexo com acordes e melodia.

O exercício e a terapia têm mostrado resultados positivos na melhoria da velocidade de marcha e do equilíbrio em pessoas com DH.

Também foram usadas pistas táteis, ou seja, o fisioterapeuta tocava no participante para orientar o tempo e o controlo do movimento, por exemplo pressionando as costas para ajudar a iniciar o movimento de se levantar. O objetivo era ver como estas diferentes pistas afetavam a capacidade dos participantes para realizar movimentos funcionais. Os investigadores usaram observações, gravações de vídeo e entrevistas para recolher dados.

Quais Foram os Resultados?

A análise permitiu aos investigadores identificar dois temas principais do estudo. O primeiro tema chamou-se “Duas Partes Fazem um Todo” e descreveu como os dois profissionais diferentes se juntaram para criar uma equipa de tratamento completa, salientando que o trabalho de equipa bem-sucedido depende do nível de experiência dos terapeutas. Como neste estudo tanto o fisioterapeuta como o musicoterapeuta eram especialistas em trabalhar com perturbações neurológicas, a sua experiência combinada permitiu tomar melhores decisões do que qualquer um conseguiria sozinho. Por exemplo, a experiência ajudou-os a perceber as necessidades dos participantes no momento e a ajustar-se rapidamente.

Outra parte importante do primeiro tema foi ter uma compreensão clara do que os outros profissionais fazem. Os terapeutas compreendiam os papéis um do outro e respeitavam as suas contribuições distintas, por exemplo sabendo quando recuar e deixar o outro liderar. Este respeito mútuo criou uma relação de trabalho positiva e também permitiu que os terapeutas saíssem das suas zonas de conforto profissionais e aperfeiçoassem uma nova abordagem colaborativa para obter os melhores resultados para pessoas com DH.

O segundo grande tema foi “Interações Simbióticas”, que se referia à forma como os terapeutas trabalhavam em harmonia antes e durante as sessões. Isto começou com uma preparação colaborativa, em que conversavam previamente para definir objetivos específicos para cada participante. Se o fisioterapeuta quisesse focar-se num movimento específico, o musicoterapeuta planeava as pistas musicais para corresponder a esse objetivo. Durante a terapia propriamente dita, praticavam a “co-direção”, ou seja, alternavam naturalmente os papéis de liderança para manter a sessão a decorrer de forma fluida. Isto foi especialmente útil para os participantes, pois ter apenas uma pessoa a dar as instruções principais de cada vez ajudou a reduzir a confusão.

Uma batida simples de tambor pode orientar o movimento, ajudando as pessoas com DH a melhorar o ritmo, o equilíbrio e a coordenação.

Uma das conclusões mais interessantes surgiu do subtema de “pistas na co-terapia”, que analisou que tipos de pistas ajudavam mais os participantes. As pistas podem ser implícitas, como uma batida de tambor ou um toque a que o corpo reage automaticamente, ou explícitas, como instruções verbais que exigem pensamento. O estudo concluiu que os participantes respondiam muito melhor às pistas simples e implícitas. Por exemplo, quando o musicoterapeuta usou uma batida simples de tambor, os participantes mostraram melhor controlo do movimento, menos movimentos bruscos involuntários (coreia) e padrões de marcha mais suaves.

Em contraste, a música de guitarra mais complexa não funcionou tão bem. As pistas de guitarra tinham mais notas e ritmos, o que pareceu ser demasiado para os participantes processarem. Para pessoas com DH em fase avançada, que já têm dificuldade em pensar em tarefas complexas, considerou-se que a música de guitarra acrescentava demasiada carga cognitiva – ou seja, exigia demasiado trabalho mental. Da mesma forma, comandos verbais simples do fisioterapeuta, como dizer “esquerda, direita, esquerda, direita”, foram úteis, mas instruções longas ou complicadas foram menos eficazes. O essencial foi manter os estímulos externos simples para ajudar os participantes a concentrarem-se nos seus movimentos.

Porque É Que Isto Importa?

Os resultados deste estudo são importantes porque são os primeiros a explorar esta combinação específica de terapias para pessoas com DH. As conclusões sugerem que usar pistas rítmicas simples, como um tambor, pode ser uma ferramenta poderosa para ajudar pessoas na fase avançada da doença a moverem-se com mais controlo e segurança. Também mostrou que movimentos mais lentos são muitas vezes melhores para pessoas com DH, porque significa que estão a controlar o corpo em vez de deixarem a doença apressá-las. O estudo também realça que a musicoterapia não é apenas tocar canções; exige um terapeuta qualificado para escolher os sons certos e evitar que os participantes fiquem sobrecarregados, já que música de fundo aleatória ou ruído de rádio pode, na verdade, ser uma distração.

Resumo

  • O estudo mostrou que, quando fisioterapeutas e musicoterapeutas unem esforços, conseguem melhorar os cuidados prestados a pessoas com DH em fase avançada.
  • A colaboração funciona melhor quando ambos os profissionais se respeitam, planeiam cuidadosamente e usam pistas simples e direcionadas.
  • Esta abordagem pode potencialmente ser usada noutras clínicas ou para formar cuidadores sobre como ajudar melhor os participantes a moverem-se em segurança.
  • Embora seja necessária mais investigação sobre este tema, este estudo mostra que duas cabeças (e duas disciplinas) são muitas vezes melhores do que uma quando se enfrentam desafios complexos ligados à DH.

Fontes e Referências

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