Huntington’s disease research news.

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Testar os medicamentos para a doença de Huntington: resultados do ensaio Neuro-HD

⏱️6 min de leitura | Um ensaio clínico, o Neuro-HD, comparou 3 fármacos comuns para os sintomas da DH. O estudo de 1 ano não encontrou nenhum medicamento “ideal”, mas sim diferenças claras entre os tratamentos. Os resultados apoiam uma abordagem personalizada ao tratamento da DH, sintoma a sintoma.

Editado por Dr Sarah Hernandez
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Os médicos têm prescrito fármacos para ajudar a gerir os sintomas da doença de Huntington (DH), como a coreia (movimentos involuntários) e a irritabilidade, há décadas. Mas, surpreendentemente, não existem muitos estudos que comparem diretamente estes medicamentos entre si. Um novo estudo chamado Neuro-HD, publicado na Parkinsonism & Related Disorders, ajuda a preencher esta lacuna. Os investigadores compararam três fármacos comummente utilizados durante um ano em pessoas com DH: tetrabenazina, olanzapina e tiapride. As suas conclusões apoiam uma abordagem ao tratamento mais personalizada, sintoma a sintoma, e sugerem que a olanzapina pode ter vantagens para algumas pessoas.

Porque é que este estudo era necessário?

A tetrabenazina é um tipo de fármaco chamado inibidor da VMAT2, uma das únicas classes de fármacos que provou claramente benefícios para os sintomas motores da DH em grandes ensaios controlados por placebo. Em muitos países, os inibidores da VMAT2 têm sido a opção “por defeito” para os médicos prescreverem a pessoas com DH. No entanto, a tetrabenazina pode ter efeitos secundários negativos, como o agravamento do humor e a sonolência. Também não foi concebida para ajudar com sintomas comportamentais, como a irritabilidade.

Os fármacos antipsicóticos (também conhecidos como neurolépticos), como a olanzapina e a tiapride, são amplamente utilizados na DH, especialmente na Europa, mas baseiam-se sobretudo em interações médico-doente ou na preferência do médico, e não em dados robustos de ensaios. Estes medicamentos são normalmente prescritos para ajudar a gerir sintomas que incluem movimentos involuntários, irritabilidade, agressividade, ansiedade e psicose, que podem ser angustiantes tanto para as pessoas com DH como para as suas famílias.

Ainda não existem tratamentos que modifiquem a doença de Huntington, mas os medicamentos para a gestão de sintomas continuam a ser ferramentas importantes que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas com DH e das suas famílias.

Até agora, nenhum estudo aleatorizado de grande escala tinha comparado diretamente estes tratamentos durante um período de tempo significativo. É aqui que entra o Neuro-HD.

Como foi desenhado o Neuro-HD?

O Neuro-HD foi um ensaio clínico aleatorizado realizado em 11 centros em França, que recrutou 179 adultos com DH manifesta que tinham um motivo clínico para iniciar ou alterar um fármaco antipsicótico. Os participantes foram aleatoriamente designados para receber um de três tratamentos: olanzapina, tetrabenazina ou tiapride.

Foram depois acompanhados durante 52 semanas. É importante referir que este foi um estudo aberto, pelo que todos sabiam que fármaco estavam a tomar, e os médicos podiam ajustar as doses ou trocar de medicação se necessário, refletindo a prática clínica real.

Um dos principais resultados analisados pelos investigadores foi uma medida chamada Escala de Independência, que indica quanta ajuda uma pessoa necessita no dia a dia. Também monitorizaram cuidadosamente os sintomas motores (incluindo a coreia), os sintomas comportamentais (como a irritabilidade e a depressão), as capacidades cognitivas e os efeitos secundários.

Algum fármaco abrandou a progressão da doença?

Resumindo: não. Mas também não se esperava que estes fármacos o fizessem; tratam-se de fármacos para a gestão de sintomas e não de fármacos modificadores da doença.

O ensaio Neuro-HD reforça uma mensagem importante: a DH pode afetar cada pessoa de uma forma única e não existe um único fármaco “ideal” para gerir os sintomas da DH.

Ao longo de um ano, os três grupos mostraram um declínio semelhante na independência, o que é esperado com a progressão da DH. Nenhum dos fármacos abrandou a progressão geral da doença ou preservou a independência melhor do que os outros.

Efeitos no movimento: quem melhorou mais?

Os sintomas motores melhoraram nos três grupos, mas os benefícios mais claros foram observados com a tetrabenazina e a olanzapina. Ambos os fármacos levaram a reduções significativas em algumas medidas de alterações motoras na DH ao longo de um ano, embora não na Pontuação Motora Total (TMS), uma métrica comummente utilizada para acompanhar a progressão dos sintomas da DH. A olanzapina também trouxe um compromisso: as pessoas que a tomaram sentiram um aumento pequeno, mas mensurável, na rigidez.

A tiapride mostrou melhorias menores e menos consistentes.

Efeitos na irritabilidade e no comportamento

Foi aqui que os fármacos realmente se diferenciaram. A olanzapina melhorou significativamente a irritabilidade e as pontuações comportamentais globais, que medem alterações na irritabilidade, depressão, apatia, ansiedade, comportamentos obsessivos e psicose.

A tiapride também ajudou na irritabilidade, mas de forma menos acentuada, enquanto a tetrabenazina não melhorou a irritabilidade e foi mais frequentemente associada a problemas de humor, particularmente sintomas depressivos e sedação.

Para as famílias que lutam contra a raiva, impulsividade ou agressividade — sintomas que podem ser incrivelmente angustiantes — esta descoberta é especialmente relevante.

Efeitos secundários destes fármacos

Todos os três fármacos causaram efeitos secundários, mas os seus perfis foram diferentes. A tetrabenazina foi mais frequentemente associada a depressão, pensamentos suicidas, bem como a sonolência e fadiga. Estes efeitos secundários levaram a que mais pessoas interrompessem ou trocassem de tratamento.

A doença de Huntington não é apenas um sintoma; pode afetar o movimento, o humor, o pensamento e o comportamento de formas diferentes para pessoas diferentes. Crédito da imagem: Creative Commons – Tara Winstead.

Entretanto, a olanzapina foi associada ao aumento de peso e a aumentos ligeiros do colesterol. Estes efeitos foram geralmente controláveis e, no geral, menos pessoas interromperam a olanzapina. Notavelmente, muito menos pessoas interromperam a olanzapina devido a depressão ou pensamentos suicidas, conferindo-lhe um perfil de segurança relacionado com o humor mais favorável neste estudo.

A tiapride situou-se num ponto intermédio, ajudando na irritabilidade, mas com menos benefícios para a coreia.

O que é que isto significa para as pessoas com DH?

O ensaio Neuro-HD reforça uma mensagem importante: a DH pode afetar cada pessoa de uma forma única e não existe um único fármaco “ideal” para gerir os sintomas da DH. Em vez disso, sugere que:

  • A tetrabenazina continua a ser eficaz para a coreia, mas o humor necessita de uma monitorização atenta.
  • A olanzapina pode ser uma opção forte quando os sintomas motores e comportamentais, especialmente a irritabilidade, ocorrem em conjunto.
  • A tiapride pode ajudar na irritabilidade, particularmente em contextos onde é comummente utilizada.

Os resultados apoiam o tratamento individualizado, onde os médicos consideram o quadro completo de sintomas (movimento, humor, comportamento, sono e peso) em vez de se focarem apenas na coreia.

Porque é que este estudo é importante

Ensaios comparativos diretos, de grande escala e longa duração, como o Neuro-HD, são estudos importantes para a comunidade da DH. Este estudo reflete os cuidados no mundo real, inclui pessoas com históricos psiquiátricos complexos e fornece evidências práticas que os clínicos podem utilizar hoje.

Para muitas pessoas com DH, estes medicamentos continuam a ser uma parte crítica da gestão de sintomas. São comummente utilizados para ajudar a gerir sintomas desafiantes, como a irritabilidade, agressividade, ansiedade ou psicose, e para alguns indivíduos podem fazer uma diferença significativa na vida quotidiana e na segurança.

Dito isto, ainda é bastante comum que a muitas pessoas com DH sejam prescritos certos medicamentos simplesmente por terem DH. Mas essa abordagem pode levar a efeitos secundários desnecessários sem benefícios reais. Em vez disso, este estudo sugere que os tratamentos devem ser direcionados a sintomas específicos com um objetivo claro em mente. Desta forma, os clínicos podem ponderar os benefícios potenciais face aos possíveis danos e tomar decisões que melhorem verdadeiramente a qualidade de vida.

As decisões sobre iniciar, interromper ou alterar estes medicamentos devem ser sempre tomadas através de conversas abertas e honestas entre as pessoas com DH, as suas famílias e as suas equipas de cuidados clínicos. Pode ser prejudicial interromper subitamente estes fármacos ou alterar a forma como os tomas sem falar primeiro com um clínico, e qualquer pessoa que sinta efeitos secundários ou novos sintomas deve falar com um clínico em vez de fazer alterações por conta própria.

Este estudo também destaca a necessidade de ensaios futuros que comparem outros fármacos comummente prescritos, como a risperidona, o aripiprazol ou novos inibidores da VMAT2 como a deutetrabenazina, utilizando resultados que sejam importantes para os doentes e famílias. Por agora, o Neuro-HD oferece algo de que a comunidade da DH necessita há muito: evidências mais claras para orientar as decisões de tratamento do dia a dia.

Resumo

  • O Neuro-HD foi um ensaio clínico comparativo direto, com a duração de um ano, que comparou três medicamentos comummente prescritos para a doença de Huntington — tetrabenazina, olanzapina e tiapride — em 179 pessoas com DH em toda a França.
  • Nenhum fármaco abrandou a progressão da DH, mas os três ajudaram a gerir os sintomas de formas diferentes.
  • A tetrabenazina e a olanzapina melhoraram o movimento, enquanto a tiapride teve efeitos menores.
  • A olanzapina foi a que melhor melhorou a irritabilidade e o comportamento, com menos problemas de humor do que a tetrabenazina.
  • A conclusão: o tratamento deve ser personalizado, com base na combinação de sintomas motores, de humor e comportamentais de cada pessoa.

Fontes e Referências

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