Huntington’s disease research news.

Em linguagem simples. Escrito por cientistas.
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As ondas cerebrais podem ajudar a acompanhar a doença de Huntington?

⏱️ Leitura de 7 min | Uma revisão de 23 estudos concluiu que alterações no EEG estavam associadas à progressão da doença e a medidas clínicas na DH. Embora seja necessária mais investigação, o EEG tem potencial para se tornar um biomarcador simples e não invasivo para monitorizar a DH ao longo do tempo.

Editado por Dr Leora Fox
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Os eletroencefalogramas (EEG) são registos da atividade elétrica do cérebro, usados frequentemente para acompanhar alterações cerebrais durante a progressão de doenças neurológicas. Um artigo de revisão recente analisou o que o EEG tem revelado sobre a doença de Huntington (DH) e concluiu que alterações na intensidade das ondas cerebrais podem refletir a forma como os sintomas da DH evoluem. Isto sugere que o EEG poderá servir como biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis. ou como ferramenta para estudar como a DH progride ao longo do tempo.

Visualizar a comunicação entre células cerebrais

As células do nosso cérebro comunicam através de sinais elétricos, que podem ser medidos com dispositivos chamados eletroencefalogramas (EEG). Este procedimento não invasivo pode ser feito facilmente, colocando pequenos elétrodos no couro cabeludo. Ao registar as ondas cerebrais com EEG, os investigadores podem perguntar-se se as células cerebrais comunicam de forma diferente em pessoas com uma doença neurológica, ou perceber como os padrões vão mudando ao longo do tempo.

As toucas de registo de EEG são frequentemente usadas para medir a atividade elétrica do cérebro. Crédito da imagem: ulrichw

Ondas cerebrais na saúde e na doença

A eletricidade é normalmente medida em ondas, e o cérebro funciona com diferentes comprimentos de onda consoante está mais ativo ou mais em repouso.

  • Ondas gama (30–100 Hz): as ondas cerebrais mais rápidas, observadas quando estás ativo e envolvido na resolução de problemas.
  • Ondas beta (12–30 Hz): as segundas ondas cerebrais mais rápidas, que surgem quando estás alerta e concentrado numa tarefa.
  • Ondas alfa (8–12 Hz): ondas cerebrais intermédias que indicam que estás acordado, mas num estado relaxado.
  • Ondas teta (4–8 Hz): as segundas ondas cerebrais mais lentas, tipicamente vistas no fim do dia, quando te deitas para descansar e entras no sono e nos sonhos.
  • Ondas delta (0,5–4 Hz): as ondas cerebrais mais lentas, muitas vezes produzidas durante o sono profundo e reparador.

O cérebro pode produzir várias ondas ao mesmo tempo, e o EEG permite-nos medir a sua intensidade, a que, de forma mais científica, se chama potência. Alterações na potência das ondas cerebrais podem refletir alterações na saúde do cérebro. Por exemplo, quando um grupo de neurónios ou circuitos está a degenerar, a potência das ondas cerebrais geradas por esses neurónios pode diminuir.

As ondas cerebrais observadas através do EEG têm diferentes frequências, incluindo ondas delta, teta, alfa, beta e gama.

O EEG pode ser usado para acompanhar a DH?

Os investigadores começam muitas vezes com estudos pequenos para ver se uma ferramenta como o EEG será útil para acompanhar uma doença ao longo do tempo. Embora estas experiências possam ser promissoras, o número relativamente reduzido de participantes pode torná-las difíceis de interpretar. Para responder a este desafio, os cientistas podem fazer uma “revisão sistemática”, que é uma forma organizada de avaliar e comparar os resultados de muitos pequenos estudos clínicos.

Os resultados de uma revisão sistemática podem ser usados para informar a área sobre quais as direções de investigação que foram mais significativas e quais devem continuar. No caso do EEG, uma visão mais abrangente ajuda os investigadores a perceber se estas medições conseguem acompanhar de forma fiável as alterações ao longo do tempo e, no fim, servir como uma medida útil da progressão da doença, muitas vezes chamada biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis..

Muitas doenças neurológicas que afetam o cérebro estão associadas a alterações específicas nos padrões de EEG. Numa revisão sistemática recente de 23 estudos de EEG na DH, investigadores e clínicos dos EUA e do Irão encontraram diferenças nos EEG em estado de repouso e durante o sono em pessoas com DH, em comparação com controlos saudáveis. A maior parte da investigação até agora mostrou que a atividade no EEG está alterada na DH, acompanhando sintomas cognitivos precoces. A revisão identifica e aprofunda os pormenores.

As ondas cerebrais observadas através do EEG têm diferentes frequências, incluindo ondas delta, teta, alfa, beta e gama. Crédito da imagem: Laurens R. Krol, CC0, via Wikimedia Commons

Ondas cerebrais em repouso

O estado de repouso refere-se à atividade de base do cérebro. Reflete o momento em que uma pessoa está relaxada e não está envolvida em nenhuma atividade específica. Na revisão sistemática, os investigadores concluíram que havia, de forma consistente, menos potência e atividade alfa no cérebro de pessoas com DH. Também observaram um aumento global da potência delta. Estas alterações na atividade cerebral, juntamente com outras, sugerem que existem perturbações generalizadas nos padrões normais de comunicação do cérebro, confirmando que, na DH, o cérebro não está a funcionar da melhor forma.

Seriam necessários testes cognitivos adicionais para determinar como estas alterações no EEG se relacionam com o pensamento e o comportamento. Embora as anomalias no EEG se tornem mais pronunciadas à medida que a DH progride, ainda não é claro quão cedo aparecem ou se acompanham os sintomas mais iniciais. É necessária mais investigação para determinar se o EEG pode servir como biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis. pré-sintomático ou de fase inicial da doença.

Sono e medicação

Durante o sono, as nossas ondas cerebrais mudam significativamente em comparação com as que se observam durante a atividade diária. Estas mudanças são ainda mais evidentes ao longo de doenças neurodegenerativas como a DH, em que ocorrem perturbações do sono. Esta revisão sistemática encontrou alterações específicas nos EEG durante o sono em pessoas com DH, incluindo uma redução das ondas teta, que normalmente são mais ativas durante o sono.

As alterações do sono ocorrem durante a progressão da DH, e o sono alterado pode estar ligado a mudanças cognitivas em doenças do cérebro. Os autores desta revisão sistemática sugerem que, embora seja necessária mais investigação, os EEG durante o sono poderiam ser mais explorados como biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis. da DH.

Alguns estudos também analisaram o impacto de medicamentos comuns nos EEG de pessoas com DH, incluindo antidepressivos, neurolépticos, benzodiazepinas e fármacos para controlo do movimento, como a tetrabenazina. Em geral, estes tratamentos comuns não tiveram um impacto drástico nos padrões de EEG, sugerindo que o EEG pode ser uma ferramenta útil para acompanhar alterações cerebrais relacionadas com a doença na DH, independentemente do uso de medicação. Esta é uma característica ideal de um biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis..

EEG e sintomas

Os investigadores também quiseram saber se as alterações no EEG acompanhavam medidas clínicas, como as pontuações da Unified Huntington’s Disease Rating Scale (uHDRSUHDRS Um exame neurológico padronizado que tem como objetivo fornecer uma avaliação uniforme das caraterísticas clínicas da DH), que captam mudanças no movimento, na cognição e no funcionamento diário. Observar as ondas cerebrais em paralelo com os sintomas pode ajudar a determinar se o EEG pode refletir a progressão da doença. Vários estudos relataram que a diminuição da potência alfa e o aumento da potência delta estavam associados à progressão da DH, medida pelas pontuações uHDRSUHDRS Um exame neurológico padronizado que tem como objetivo fornecer uma avaliação uniforme das caraterísticas clínicas da DH. De forma semelhante, as alterações no EEG estavam associadas a um maior número de repetições CAG e a uma maior carga da doença em pessoas que ainda não tinham sido diagnosticadas com DH. Em conjunto, estes resultados sugerem que as medições de EEG podem refletir alterações relacionadas com a doença ao longo de todo o espectro da progressão da DH, apoiando o seu potencial uso como biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis..

A DH pode causar alterações nas ondas cerebrais durante o sono. Embora seja necessária mais investigação, fazer medições de EEG durante o sono pode ser uma forma de monitorizar como a DH progride. Crédito da imagem: Katrin Bolovtsova

Vantagens do EEG como biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis. da DH

Qual seria a vantagem de usar EEG como biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis. para a DH? As alterações cognitivas costumam surgir cedo na progressão da DH, e o EEG pode ser suficientemente sensível para detetar alterações cerebrais subjacentes ainda antes de aparecerem sintomas. Se assim for, o EEG pode ajudar a identificar mais cedo alterações relacionadas com a doença e oferecer uma forma de medir os efeitos dos tratamentos em ensaios clínicos.

O EEG também tem várias vantagens práticas. É não invasivo, relativamente barato e mais acessível do que técnicas de imagiologia cerebral como a ressonância magnéticaRessonância magnética Uma técnica que utiliza campos magnéticos potentes para produzir imagens detalhadas do cérebro de humanos e animais vivos.. Embora o EEG meça um aspeto diferente do funcionamento do cérebro, mais investigação poderá estabelecê-lo como uma ferramenta útil de investigação clínica para a área da DH. O maior desafio é que os estudos costumam ser pequenos e usam métodos diferentes, o que torna difícil comparar resultados, sublinhando a necessidade de estudos clínicos mais robustos.

Resumo

  • Vários estudos mostraram, de forma consistente, diminuição da atividade e da potência das ondas alfa e aumento das ondas delta durante o estado de repouso em pessoas com DH, sugerindo o seu potencial para se tornarem um biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis..
  • Os EEG durante o sono mostram redução da potência das ondas teta durante o sono em pessoas com DH, sugerindo que pode ser um biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis. útil na DH inicial, já que o sono está ligado à cognição.
  • As medições de EEG não foram significativamente afetadas por medicamentos comuns para a DH.
  • As alterações no EEG em pessoas com DH correlacionam-se com medidas clínicas de resultado estabelecidas (por exemplo, número de repetições CAG, pontuações de carga da doença, uHDRSUHDRS Um exame neurológico padronizado que tem como objetivo fornecer uma avaliação uniforme das caraterísticas clínicas da DH), apoiando o seu potencial uso ao longo da progressão da DH, incluindo fases iniciais — o que é ideal para um biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis..
  • É necessária mais investigação para validar o EEG como biomarcadorbiomarcador qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis. em populações maiores e testar a sua utilidade na DH de início juvenil.

Os autores não têm conflitos de interesses a declarar.

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Glossary

biomarcador
qualquer tipo de teste – incluindo análises sanguíneas, testes de raciocínio e ressonâncias magnéticas ao cérebro – que consegue medir ou predizer a progressão de uma doença como a DH. Os biomarcadores poderão fazer com que os ensaios clínicos de novos fármacos sejam mais rápidos e confiáveis.
Ressonância magnética
Uma técnica que utiliza campos magnéticos potentes para produzir imagens detalhadas do cérebro de humanos e animais vivos.
UHDRS
Um exame neurológico padronizado que tem como objetivo fornecer uma avaliação uniforme das caraterísticas clínicas da DH

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